O mistério do Cérebro humano

O mistério do Cérebro humano

Nascida com metade do cérebro, a americana Michelle Mack, de 37 anos de idade, fala normalmente. O lado direito de seu cérebro se “reconfigurou” para assumir também as funções típicas do lado esquerdo. Reportagem publicada no site da CNN na terça-feira (13/01) conta como o caso da menina inicialmente desconcertou os especialistas, até que, há dez anos, Jordan Grafman, chefe da Seção de Neurociência Cognitiva dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), diagnosticou o problema. “Há algumas estruturas muito profundas que permanecem, mas a superfície do cérebro, o córtex, está 95% perdido e algumas das estruturas mais profundas, estruturas que controlam movimento, estão faltando. Todas são importantes para o movimento, o comportamento e a cognição”, diz Grafman.

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A única explicação, continua o médico, é que o cérebro de Michelle se reconfigurou, assumindo tarefas do hemisfério inoperante. Mas esse processo teve um custo. “Michelle pode construir uma frase, pode compreender instruções, pode achar palavras enquanto está conversando, mas na verdade ela tem problemas em alguns aspectos do processamento visual-espacial.” Ainda segundo Grafman, Michelle também tem dificuldades na compreensão de conceitos abstratos e se perde facilmente em lugares com os quais não tem familiaridade.
Incrível como o cérebro humano tem capacidades além do que podemos imaginar. Temos grandes exemplos de pessoas que se adaptaram a doença. Recentemente foi mostrado que as pessoas que estão em estado vegetativo conseguem se comunicar através do pensamento. Eles submeteram o paciente a uma máquina de tomografia e pediram para eles pensarem que estavam andando de bicicleta e em um segundo momento que estava comendo uma fruta. As reações cerebrais foram manifestadas em partes diferentes do cérebro. Com isto abre uma possibilidade de comunicar com estas pessoas que estão imóveis sem a capacidade de se comunicar, eles podem responder sim pensando em algo e não pensando na segunda opção. É a ciência contribuindo para amenizar o sofrimento humano.
Mas a pergunta que fica é: Porque algumas pessoas tem que passar por estas situações? Estas dúvidas fazem parte da nossa angústia existêncial. Além disto, como algumas pessoas que tem alterações tão graves conseguem superar? Os médicos não explicam… e você?
É isto ai meus amigos. Critiquem e tragam contribuições.
Abraços,
Humberto (Gordo_Oasis)


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