Olá pessoas,
Eu estava ouvindo músicas e encontrei esta, que me ajudou a mergulhar em uma grande reflexão sobre a vida. Eu apelidei esta música de Faixa 8 (é como ela aparece no meu aparelho). Aproveitem, Leoni e Herbert cantando: Canção para quando você voltar”.
Eu criei uma fantasia depois que eu vivi meus 33 anos. Eu separei as fases de minha vida e gostaria de dividir com vocês.
Infância – Nesta fase o mundo é muito grande, o quintal, os tios, os amigos dos nossos pais. As comidas eram mais saborosas e toda novidade mais colorida. Parecia que o tempo passava muito devagar. Lembro, ainda hoje, quando eu chorava copiosamente quando o flamengo foi campeão em 1982, estava de meião, camisa oficial e muito feliz. Engraçado que hoje o Mengão foi campeão, sabe que não teve a mesma áurea. Quando volto nos lugares que não vejo desde minha infância, sinto que o mundo diminuiu. Era a fase do entusiasmo e da felicidade, dos natais e dos aniversários. Lembro das roscas e das pamonhas que minha vó fazia. Lembro-me da minha mãe que insistia que meu irmão comesse tudo e quem comia era eu. Eu adorava o macarrão com queijo, o frango e o tutu, feitos com gosto de mão de mãe. Meus discos e meus brinquedos. Em 82 o Brasil perdeu a copa na final e eu me mudei de Jataà para Uberlândia neste dia. Eu ficava afirmando que na próxima copa eu estaria muito velho pois estaria com 10 anos de idade. Fazem 23 anos que eu fiz 10 anos.
Pré-Adolescencia – Quando atingimos nossos 10, 11 e 12 anos de idade, começamos a estranhar nosso corpo e percebemos que não podemos ir nos lugares aonde gostarÃamos e que somos obrigados a ir a lugares que não gostarÃamos. Parece que perdemos a atenção de todos e fica uma confusão se somos crianças ou não. O mundo já não é tão grande mais. Somos ingênuos e falamos muita besteira. Nesta época eu me lembro do primeiro Rock’n Rio eu eu queria muito ir ao Rio assistir. Mas como eu poderia ir com 10 anos de idade. Eu queria ouvir Paralamas, Legião, Titãs, queria ser jovem e criava muitas fantasias.
Adolescência – O época difÃcil, o primeiro beijo, a primeira paixão, a revolta. Eu me lembro de tocar em banda e ter começado a beber nesta época. Andava de bando e ia a muitos shows no UTC em Uberlândia. Lembro de ver Legião, Titas, Paralamas, Ultrage e muitos outros. Eu começava a paquerar e a viver coisas novas.
Eu já não tinha tanta paciência com meus irmãos mais novos, que eram meus grandes companheiros da infância. Eu achava eles muito crianças. Estudava religião, tentava passar no vestibular e frequentava o London Pub, onde via as bandas de Uberlândia. Fase sentimental, mas muito boa, os sentimentos eram muito fortes. A paixão, a intolerância, a angústia, a alegria, as frustrações…
Juventude – Existe uma fase aonde somos quase adultos, mas, mantemos o brilho da adolescência. Chamamos esta fase de juventude. Época de faculdade, de primeiro trabalho, de conhecer o mundo, de poder escolher com menos dependência dos pais. Tudo é novo, mas, deixamos para trás as coisas de crianças. Primeiras decepções com a gente mesmo. Deixamos de acreditar nos sonhos e começamos a perceber que a vida não é tão fácil como imaginávamos. Muitas vezes percebemos que as relações intocáveis de nossos pais, da famÃlia e até a forma que nós nos relacionamos com o mundo não são como imaginávamos. A vida fica mais real, mas, vale a pena. Podemos experimentar um pouco de liberdade de conquista e de decepções sozinhos. Dirigimos, tomamos porres, namoramos muito… Como é bom, e como passa rápido. Esta fase já passa bem mais rápido que a infância, mudamos nosso referencial e começamos a valorizar alguns marcos. Vestibular, formatura, primeiro emprego… marcos que reduzem nossa vida. Eu descobri que melhor do que o diploma é a época de faculdade. Mas muitas vezes só percebemos isto no fim.
Adulto – Acho que estou nesta fase agora, fase que somos responsáveis por todas nossas despesas. Temos que cuidar de casa, carro, cachorro, alguns adultos já tem filhos… Hoje percebo que os natais aproximam uns dos outros. Não espero mais papai noel e não sinto que comer fora é tão bom assim, aliás, parece que se inverte, quando como uma comida caseira humm que delÃcia! Assim é a vida, um alto e baixo de sensações e vontades. Uma eterna insatisfação. IncrÃvel como o mundo encolhe, podemos viajar, conhecer lugares e trocamos o quarto por uma casa só minha (aliás, aparece uma companheira que divide esta casa). Aprendi, nesta fase, a gostar da minha casa, a não querer tanta balada e a apreciar minha poltrona de uma forma que não dá para explicar.
Mas ainda sonho com a possibilidade de habitar a terra do nunca e parar de envelhecer, mas, percebo que é doce cada momento que passamos.
Assim é nossa “dolce vita” um eterno redescobrir, reinventar e viver…viver… e viver.
Espero que a vida me prepare muitas coisas daqui para frente. Eu sei que vai passar mais rápido do que na infância, ou não, pois, podemos construir nossa vida da forma que desejamos. Percebo que quando conheço coisas novas, vou a novos lugares e experimento novos gostos, parece que a vida vai devargar e com grande intensidade. Assim quero viver o meu tempo, com muita intensidade.
Sejam felizes. Carpe Diem.
Abraços,
Humberto (Gordo_Oasis)
Gordo
Revivi as minhas fases tbm lendo seu post…é isto ae…ano q vem eu passo para o seu time…vou fazer 30….hehehehhehe
Ótimo post… é um verdadeiro pensar sobre as questões existenciais!
Parabéns memso!
Eu ameeeeeeei esse texto!
Gordo, amei o texto, mas discordo da parte final… voce ainda é uma criança, e qualquer um que te visse rolar na grama ou imitar o Charles Wikipedia concordaria comigo!
Obrigada por tudo!
(:
Poxavida…
muito bom mesmo.
O que uma boa musica não faz né…
Ótimo texto.