Quando consultamos textos bÃblicos percebemos que as palavras nos conduzem a viver melhor o presente. Sabemos que o futuro é incerto e o passado já não existe mais, portanto, viver a vida se resume no presente.
O tempo é uma dimensão muito curiosa e implacável, faz com que a velhice chegue, mas, cura nossas feridas. Passa rápido quando existe prazer, mas, parece uma eternidade quando sentimos dor. Mesmo assim, percebo que os que vivem pensando e planejando o futuro furtam de si a dádiva do presente, o sentido do Carpe Diem. O tempo haje rápido e silenciosamente. Claro que é preciso de senso de realidade, para planejar a vida no momento que fatos futuros se tornem presentes, mas, sem abdicar de viver intensamente o agora. Quero compartilhar com vocês alguns pensamentos que li no blog deuszebra, que me ajudam com esta reflexão:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos”.
(Fernando Pessoa)
Raul Seixas
“Eu calço 37
Meu pai me dá 36
Dói, mas no dia seguinte
Aperto meu pé outra vez
Eu aperto meu pé outra vez
Pai eu já tô crescidinho
Pague prá ver, que eu aposto
Vou escolher meu sapato
E andar do jeito que eu gosto
E andar do jeito que eu gosto
Por que cargas d’águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai
Pai já tô indo-me embora
Quero partir sem brigar
Pois eu já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
Que não vai mais me apertar
Por que cargas d’águas
Você acha que tem o direito
De afogar tudo aquilo que eu
Sinto em meu peito
Você só vai ter o respeito que quer
Na realidade
No dia em que você souber respeitar
A minha vontade
Meu pai
Meu pai
Pai já tô indo-me embora
Eu quero partir sem brigar
Já escolhi meu sapato
Que não vai mais me apertar (Êêêê)
Que não vai mais me apertar (Aaaa)
Que não vai mais me apertar (Êêêê)”
Assim é a maturidade, a evolução de viver as coisas a seu tempo. Não dá para permanecer na infância, por mais que o nosso desejo seja este. Quando um adulto se prende a fase de criança, abre mão da glória de viver intensamente a vida de adulto. Melhor a nostalgia da lembrança do que andar com roupas e vestes da alma que não cabem mais.
Quando conseguimos escolher nossos sapatos podemos ter o emprego que quisermos ou não o ter se nao quisermos. Podemos escolher… que em si já é um grande “presente”. A liberdade que adquirimos frente aos nossos pais (dependência que mais nos aprisionam na infância) é o grande presente que damos a eles pelo amor dedicado para nosso crescimento e amadurecimento. Assim, recebemos o legado e nos preparamos para deixarmos os nossos.
“Todo espÃrito preocupado com o futuro é infeliz. O mais corriqueiro dos erros humanos é o futuro. Ele falseia a nossa imaginação, ainda que ignoremos totalmente onde nos leva.
Quando pensamos no futuro, nunca estamos em nós. Estamos sempre além. O medo, o desejo, a esperança jogam-nos sempre para o futuro, sonegando-nos o sentimento e o exame do que é, para distrair-nos com o que será, embora o tempo passe e já não sejamos mais”
(Montaigne)
Bem, o presente é o único tempo que conseguimos viver, o resto é ilusão ou lembrança. É importante aprender a aproveitar o dia, o agora e viver intensamente o presente. Assim, nos tornamos inteiros e conscientes. Assim poderemos desfrutar das pequenas conquistas e sensações do dia a dia. Aproveitar o cheiro de chuva, quando estiver chovendo; aproveitar o sol, quando o céu estiver claro; aproveitar o abraço, quando nos enlaçamos em quem amamos.
Fiquem com Deus.
Humberto (Gordo_Oasis)
* Um agradecimento ao Cassio do deuszebra
Obrigado, Humberto! Um abraço.
Esses textos são ótimos. A maoiria deles eu peguei no site do programa “provocações”
O link do site ta no meu blog. Até!
já li em um email q recebi q o presente é realmente um presente que recebemos a cada dia….ora recheado de coisas boas, ora de coisas ruins….tudo depende do q necessitamos, n exatamente do q queremos…abrir esse presente sempre com carinho eh talvez a chave para q possamos aproveita-lo da melhor maneira! e não há nada melhor do que um presente bem aproveitado, do q uma roupa q já nao serve, mas n pq a guardamos no armario este tempo todo, mas por a termos usado tanto q ela mesmo em si guarda diversas lembranças!
qto à musica….queremos sempre calçar 37…mas q saudade q dah do 36 q ganhavamos!
Um dia li em um livro que é preciso esvaziar nosso guarda roupas para que ganhemos roupas novas, e a mesma coisa precisamos fazer com nossa vida.