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Escolha – O luto de um caminho não percorrido.

Escolha – O luto de um caminho não percorrido.

Muitas pessoas se perguntam: Porque é tão difícil escolher? Realmente, muitos problemas se concentram em nossa incapacidade de escolher. Qual restaurante, qual a roupa, quando devo fazer isto ou aquilo. Sempre temos escolhas para fazer… e será que existem escolhas certas ou erradas? Acredito que não, mas cada escolha tem uma consequência.

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Vamos nos preocupar com a definição de escolha. A escolha consiste em decidir por uma opção dentre várias opções. Na wikipédia encontramos a seguinte definição:

“Escolha ou alternativa consiste num processo mental de pensamento envolvendo o julgamento dos méritos de múltiplas opiniões e a seleção de uma delas para a(c)ção. Alguns exemplos simples incluem decidir-se levantar pela manhã ou voltar à dormir, ou escolher um determinado trajeto para uma viagem. Exemplos mais complexos (freqüentemente decisões que afetam crenças pessoais) incluem a escolha de um estilo de vida, filiação religiosa ou posição política.

A maioria das pessoas considera ter alternativas uma boa coisa, embora uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita possa levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa”.

Diante das escolhas surgem uma situação chamada Dissonância cognitiva.

A Teoria da Dissonância Cognitiva foi desenvolvida por Leon Festinger a meio do século XX. Ele define a Dissonância como uma tensão entre o que uma pessoa pensa ou acredita e aquilo que faz. Quando alguém faz uma ação que está em desacordo com aquilo que pensa, gera-se essa tensão e mecanismos psíquicos para repor a consonância são prontamente ativados. Das duas uma, ou aquilo que sabemos ou pensamos se adapta ao nosso comportamento, ou o comportamento adapta-se ao nosso conhecimento. Festinger considerava que a necessidade de se esquivar da dissonância é tão importante como as necessidades de segurança ou da alimentação.

Ainda mais, Festinger descobriu que forçar alguém a fazer algo contra aquilo em que acredita, pode ser suficiente para levar a pessoa a mudar a sua opinião. Se por exemplo conseguirmos levar alguém a fazer um discurso em que defende alguma coisa contrária àquilo em que essa pessoa acredita, pode ser suficiente para levar a pessoa a mudar a sua opinião para ficar de acordo com o seu comportamento (ter feito o discurso).

Bom, quando fazemos uma escolha trazemos com ela uma angústia muito grande: a não decisão por inúmeras outras opções. Quando escolho uma esposa, abro mão de inúmeras mulheres. Quando escolho comer bacalhau, tenho que abrir mão de comer um filé, ou se escolho os dois, tenho que abrir mão do clássico. Quando escolho comer chocolate, vou sofrer por não ter escolhido emagrecer…

Então, temos que carregar o luto de matar as opções dentro de nós quando fazemos uma escolha. Assim, a escolha acaba carregada de angústia e sofrimento. Com isto as pessoas fogem de escolher, pois, tem medo de escolher errado, de ficar com algo pior do que o melhor que poderia ter escolhido. Mas, precisamos lidar melhor com isto, pois, poucas escolhas são irreversíveis e existe algo muito pior do que escolher algo que pode ser pior para nós, que é não escolher ou permitir que alguem escolha por nós. Eu me lembro de quando decidi abandonar a engenharia… eu estava no quarto ano. Meu pai não queria e ficou muito irritado comigo, ainda mais quando contei que faria psicologia. Neste momento achei que aquela escolha que fiz quando tinha dezessete anos, por fazer engenharia mecânica, era irreversível. Não só não era, como hoje sou psicólogo com mestrado e no final das contas acabei trabalhando com Planejamento e Controle de Produção e escrevo quando escolho dormir um pouquinho menos. Agora foi uma escolha fácil? Não – Eu não acredito em escolhas fáceis.

Somos frutos de nossas escolhas e, não escolher já é uma escolha. Com a omissão escolhemos deixar ao acaso, deixar que as pessoas escolham por nós. É mais fácil, mas, muito mais frustrante. Tem gente que tem escolhas clássicas, outros as escolhas mais ousadas, mais inusitadas. Eu prefiro dosar, guardando uma pitadinha do que já conheço com algumas novidades. Muitas coisas boas que conhecemos hoje foram escolhas desconhecidas do passado.

A vida é mais colorida quando permitimos escolher coisas novas. Tente lembrar da ultima viagem que você fez para um lugar desconhecido. Não parecia que o tempo vivido era maior do que o tempo real? Quando vivemos coisas novas, aprendemos coisas novas, sentimos o tempo mais rico do que o normal. Portanto, precisamos investir em novas escolhas em novos planos, renovando o velho que há em nós. Senão escolhemos deixar de viver. Quantas pessoas que conhecemos já não escolhem mais nada, vivem das escolhas feitas há muito tempo atrás. Volto a citar o Divã, vale a pena assistir para pensar nisto…

A capacidade de escolher está vinculada a maturidade, a coragem de dizer o que precisa ser dito, de reconhecer o que quer e o que não quer. A omissão e a falta de opinião nos colocam em enrascadas. Aceitar algum caminho ou opção para agradar nos coloca em dificuldade e sem contar o quanto é frustrante. Eu sei bem o que não quero… o que quero eu ainda fico com algumas dúvidas, não significa que eu não sofra com minhas opções… mas eu me permito aproveitar a bom tempo as opções que fiz. Comer um sorvete de fruta pensando em um chocolate é frustrante, melhor não comer nada, porque no minimo o impacto de nao engordar vai ser maior.

Por fim, temos que falar de um grande vilão das relações humanas, o “Não Falar”. Quantas vezes percebemos que a pessoa que está junto com a gente quer algo diferente do que escolhemos e não tem a capacidade de falar. A noite se torna frustrada, para quem escolheu e para quem se omitiu. Vou voltar no tema do último post: Não é o que se fala e sim o como se fala… mas ninguem falou que não precisava falar. Diga o que sente o que quer, para que as pessoas tenham a opção de escolher com ou contra você. No mínimo você foi quem você realmente é, com seus gostos e preferências, mesmo quando não dê para atendê-los. Opinar não é impor e, sim, apontar preferências.

Eu desejo a vocês excelente escolhas. Não significa que é necessário a inflexibilidade para consensuar com uma opção alheia, mas, a capacidade de expressar sua vontade. Experimente falar, eu te garanto que você vai se sentir melhor, até mesmo quando o consenso for diferente do que você opinou, e o melhor, nem vai doer.

Abaixo uma música reflexiva sobre mudança:

Um vídeo para refletir:

Espero ter contribuido com seu dia.

Abraços

Humberto (Gordo_Oasis)



4 Responses to “Escolha – O luto de um caminho não percorrido.”

  1. Emerson ( Sato ;D ) says:

    Não desmerecendo os outros..
    mas sem duvida um dos melhores que já li
    aqui!
    Forte abraço Gordo!
    Ate de noite! hehehe

  2. Lucas (Raí) says:

    Muito interessante Gordo!
    Adoreiii!
    Conbtribuiu bastante para o meu dia e tambem para a minha vida!
    Grande Abraço!

  3. Felps says:

    Eu escolho “NÃO COMENTAR”, ahhaha.

    Segue o ritmo gordo.

  4. nice answers i like it

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