Celebrando o passar do tempo.

Uma vez uma amiga me enviou um texto escrito por Regina Brett, 90 anos de idade.
Ela assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio. Eu simplesmente fiquei apaixonado por seu texto e isto diz muito a respeito de como ser feliz.

“Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.” Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte..

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial..

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você..

26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41.. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

Aproveite a sabedoria dela.

Carpe Diem

Humberto (Gordo_Oasis)

E o que é ser feliz?

Estava assistindo este vídeo e refletindo.

Incrível como demoramos a perceber que só existe um caminho para que as pessoas sejam realmente felizes, principalmente nos seus relacionamentos (seja como pai, mãe, conjugue, amigo, etc), que é a liberdade. Não existe relacionamento genuíno se não tem liberdade. Eu escolho estar próximo dos que amo.
Uma certa vez eu li um texto do Mario Quintana que dizia:

“O JARDIM DAS BORBOLETAS

Com o tempo você vai percebendo que
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
ou acha que ama, e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas…
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você..!”

Sabiamente eles reproduz a verdade sobre a vida. Muito bom quando duas almas se encontram e surge uma amizade bela entre elas, um amor livre… assim, a vida fica cheia de poesia, colorido.
Nosso grande Rubem Alves fala que o ser humano é igual um pássaro, se colocarmos numa gaiola, o canto fica feio, as penugens com cores mortas. Desta forma, se prendemos um ser humano, tentando transformar, podemos trazer uma infelicidade muito grande.
O verdadeiro amor é desprendido, deseja a felicidade mesmo que distante. É importante amar, todos que cruzarem pelo caminho, pois, quando encontramos novamente podemos compartilhar momentos felizes. De que vale ter gente ao lado com sofrimento, angustia e tristeza.
Esta leveza permite que os dias tenham colorido e, a cada vez mais encontremos novas pessoas, com surpresas e felicidade.
Claro, que alguns se encantarão com o nosso jardim e, quando houver leveza, os dias serão verdadeiramente felizes. O grande encanto é querer ficar junto e não precisar ficar junto.
Um grupo de amigos que se encontram por sintonia, promovem uma sinfonia de diálogos e convivência.
Entretanto, é muito difícil romper com o controle, os vícios, a rotina e o costume. Nós nos acostumamos facilmente com o que é ruim. Na linda música da “Banda mais bonita da cidade”do vídeo, postado aqui, retrata uma casa que ficou infeliz e por isto não cabe mais o grande amor que partiu. Reconhecer isto é muito difícil e, não deve fechar as portas para o que virá. Quando a liberdade bate a porta a vida volta a sorrir.
Desejo que todos façam escolhas com mais liberdade, pois, poderão ser verdadeiramente felizes.

Carpe Diem.

Humberto (Gordo_Oasis)

Reflexões acerca das “Versões” de mim.

Versões de mim

(Luiz Fernando Veríssimo)

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.

Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste…

Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz – aliás, o nome do bar é Imaginário – sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:

- Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo

E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.

- Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?

- Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia..

- Eu sei, eu sei… disse alguém sentado ao lado dele.

Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:

- Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.

- Como é que você sabe?

- Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me tirei… Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…

Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.

- Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio…

- E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.

- Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?

- Você…

- Morri com 28 anos.

- Bem que tínhamos notado sua palidez.

- Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo…

- E ter levado o chute na cabeça…

- Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…

- Você deve estar brincando.

Disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.

- Quem é você?

- Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.

Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.

- Quem é você?perguntei.

- Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.

- E..?

Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo…

Creio que a vida não é feita das decisões que você não toma, ou as atitudes que você não teve, mas sim, aquilo que foi feito!

Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado!”

Sábio nosso amigo Veríssimo. Nós somos o que escolhemos e estas decisões são sempre as mais acertadas, pois, são as únicas que existem. Eu aprendi a viver um dia de cada vez e tomar cada decisão ao seu tempo. Estou errando e acertando muito, mas, com uma certeza de viver intensamente. Por muito tempo eu fui vigilante para errar o menos possível e, assim, consegui me proteger, calejar, não sentir… Hoje estou errando mais, sofrendo mais, chorando mais, porém, estou vivendo mais. Amo todos que passaram pelo meu caminho, inclusive aqueles que estão em sentidos diferentes, às vezes até opostos. Amo por terem feito parte das minhas escolhas, do meu viver.
Então, acredito ser bem melhor tomar consciência de quem somos, do que ficar delirando com quem poderíamos ter sido. Pode não nos deixar felizes em alguns momentos, mas, é a mais pura realidade que possuímos. O pensamento preso no passado envelhece e estraga o presente. O futuro é fruto do presente que construímos. Então resta dizer o de sempre: Carpe Diem.
Abraços a todos,

Humberto (Gordo_Oasis)

O Dia da Juventude.

Eu estava lendo um livro e achei um texto muito interessante que gostaria de dividir com vocês. Trata-se da história de dona Cacilda, uma senhora excepcional, que tem muito a nos ensinar. Dona Cacilda tem noventa e dois anos, miúda, e tão elegante que, todos os dias, às oito da manhã, já está toda vestida, bem penteada e maquiada, apesar da pouca visão. Ela teve de se mudar para uma casa de repouso, pois o marido, com quem conviveu durante setenta anos, havia morrido fazia pouco tempo. Depois de esperar pacientemente, por duas horas, na sala de visitas do asilo, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao novo aposento, a atendente deu uma descrição do minúsculo quarto em que dona Cacilda ficaria, falando sobre as cortinas floridas que enfeitavam a janela “Ah, eu adoro essas cortinas…”, ela interrompeu a atendente com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho. “Dona Cacilda, a senhora nem viu su quarto… espera mais um pouco…”, interpelou a atendente. “Isto não tem nada a ver”, respondeu. “Felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto não depende de como a mobilia está arrumada, mas sim de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo qaue não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar não apenas o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira daquilo que você guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, Aliás, obigada por este depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando”.
“E qual seria uma receita para se manter jovem, dona Cacilda?”, pergunto a moça.
“Bem, eu poderia sugerir o seguinte:
1 – Frequente de preferência seus amigos alegres. Os de baixo astral puxam você para baixo.
2 – Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe o cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer.
3 – Curta coisas simples.
4 – Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5 – Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo. Esteja vivo enquanto você viver.
6 – Esteja sempre rodeado do que você gosta: pode ser família, animais, lembranças, músicas, plantas, um hobby, o que for. O lar é o seu refúgio.
7 – Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instavel, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8 – Não faça viagens de remorsos. Viaje para o shopping, para a cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado.
9 – Dia a todos a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.

E LEMBRE-SE SEMPRE DE QUE:

10 – A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego de tanto rir de surpresa, de êxtase, de felicidade…”.

Sábia era Dona Cacilda. Acho que se aprendermos a viver como ela seremos muito felizes.
Carpe Diem.

Humberto (Gordo_Oasis)

Melhor parte de Mim

Pessoal,

Este final de semana eu fui para um lugar maravilhoso: Oasis. Lá eu vivi momentos de reflexão e de oração que me ajudaram. No decorrer do retiro nós utilizamos umamúsica que me ajudou muito e me fez refletir. Gostaria de dividir com vocês:

Melhor Parte De Mim
Nx Zero
Composição: Di Ferrero / Gee Rocha / Fi Ricardo

A melhor parte de mim
Leva o meu caminho até você
Isso é o que me deixa mais forte
Me faz tão bem, me faz tão bem
Que perco o medo

E me sinto melhor
Já posso enfrentar
Todos os meus problemas

Pois agora sei
Que quando acabar você vai estar aqui
Eu posso ver(posso ver), posso sentir
Quando tudo acabar será você e eu
Mais uma vez(mas uma vez), posso sentir
A melhor parte de mim

E no momento certo
Meu lado bom vai aparecer
Me mostra a coisa certa a fazer
Me faz tão bem, me faz tão bem

Que perco o medo
E me sinto melhor,
Já posso enfrentar
Todos os meus problemas

Pois agora sei
Que quando acabar você vai estar aqui
Eu posso ver, posso sentir
Quando tudo acabar será você e eu
Mais uma vez, posso sentir
A melhor parte de mim
A melhor parte de mim

A sua presença já me faz tão bem
Eu não vejo a hora de te ver sorrir
Quando tudo acabar você vai estar aqui
Quando tudo acabar você vai estar aqui

A melhor parte da gente é o que deveríamos mostrar para as pessoas, principalmente para as que amamos. Mas, muitas vezes fazemos o contrário, descuidamos, deixamos com pouco afeto e carinho as pessoas próximas. Assim, somos banhados de medo, indiferença e solidão. Criamos uma barreira nos nossos relacionamentos e permitimos um distanciamento muito ruim e que causa tristesa. Para mostar o melhor que existe em nós é preciso leveza, transparência, verdade e alegria. Quando escondemos algo, manipulamos, mostramos faces que não são naturais em nós, perdemos a leveza e o fardo da vida furta nossa felicidade. As máscaras do dia a dia trazem muito sofrimento, pois, temos que pensar a todo momento em como agir e comportar. Eu decidi ser expontâneo e errar mais e , assim, consigo levar a vida mais leve e me importar menos com o que os outros pensam. Nós não temos controle sobre o que os outros pensam sobre nós, independente de como agimos e do que falamos. Então, melhor ser original e viver o melhor que há em nós.
A melhor parte de mim sempre me leva a Deus. E assim, posso enfrentar todos os meus problemas, pois, Tudo posso naquele que me fortalece. Eu me senti assim no Oasis, visitando a melhor parte de mim e tomei decisões de não sofrer, não ficar preso a preceitos, estereótipos e julgamentos. Quero pisar descalso, tomar chuva, dançar como se ninguém estivesse olhando e, principalmente, poder rir de mim mesmo.
Algumas vezes somos tomados pela ambição desregrada, vaidade, egoísmo e orgulho. E estes sentimentos nos impedem de brilhar, de chegar a Deus e de viver feliz com as pessoas que amamos. Fazem com que seja criada uma imagem difícil de sustentar. Por isto digo: Quando encontramos a leveza nós afastamos estes sentimentos ruins.
Vou ficando aqui e desejo a todos uma vida leve e feliz.

Att.,

Humberto (Gordo_Oasis)

O brilho no olhar.

Eu recebi um texto da Marta Medeiros que gostaria de compartilhar com todos.

Essa história que eu vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela: “Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível… A platéia inteira fez um “oooohh” de descrédito.
Aí fiquei pensando: “pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?” Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado “juventude eterna”.
Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se mudança. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
OLHE-SE NO ESPELHO….

Uma interpretação do Cisne Negro – Narciso, projeção, morte e vida.

Nestes últimos tempos um filme muito forte incomodou muita gente: Cisne Negro. O diretor Darren Aronofsky é famoso por seus filmes fortes, cheios de questões psicológicas e de personagens fortes, destruturados e cheios de instabilidades. Ele dirigiu Requiem para um Sonho, um dos filmes mais fortes e angustiantes que já assisti. Mas ele conseguiu conduzir a trama para um desenrolar tão forte e de grande impacto no nosso mais íntimo ser.
Em nossas vidas projetamos muito de nossos desejos e sonhos nos outros, em suas capacidades em suas potências. E assim, fazemos deles sujeitos sem desejos e quase aniquilados, ou fadados a uma busca do desejo alienado.
“Narciso olha no espelho d’água e se apaixona pela própria imagem. Aprisionado pelo fascínio por si mesmo, definha. Não há vida possível para alem da vaidade, do entorpecimento e do desejo por si próprio.
Se analisarmos o desenrolar do Cisne Negro, a jovem e promissora bailarina Nina (Natalie Portman) é presa pelo olhar e desejo de sua mãe (Barbara Hershey) . O projeto da mãe, uma ex bailarina que teve uma filha sem desejar, é de realizar seu grande desejo de sucesso no balé em sua filha. O grande dilema psicológico é que a mãe quer que a filha seja o que ela não foi, mas, sem realizar plenamente seu desejo, para não triunfar e fazer dela uma fracassada ainda maior. Desafio impossível de ser cumprido, por ser contraditório em si. Assim, a Nina fica com uma tarefa paradoxal, pois, se alcançar o ideal da sua mãe, anula em si mesmo a capacidade de ser desejante, alguém que tem vontade própria. Esta mãe acaba imprimindo uma pressão enloquecedora na pobre menina. Para piorar a situação, se ela atingir o desejo de sua mãe, ela ainda perderá o seu olhar que existe através de uma busca e não do fim.
A perfeição tem um grande e único defeito, se for atingida, o projeto de vida será zerado e terá de ser refeito.
Assim, dois dilemas são tratados no filme: a difícil e angustiante relação mãe e filha, principalmente quando a mãe é frustrada e desejante pela filha; a crueldade que o balé impõe às relações da bailarina e seu corpo.
O cisne negro envolve duas irmãs gêmeas – o cisne branco e o cisne negro. O balé tem 3 atos: 1 – O cisne branco mostra sua pureza e formosura, declarando-se apaixonado; 2 – Surge a irmã, com sua sedução, malícia e erotismo e encanta o príncipe; Por fim 3 – A decepção do cisne branco que decide morrer.
Nina, preparada por sua mãe para ser uma eterna criança, é convidada a assumir os dois papéis. Porém, isto se torna insuportável por sua característica imatura emocionalmente. Nina se desestrutura e somente consegue intepretar o cisne negro sobre a condição imaginária de matar suar irmã gemêa – amiga – mãe. Aliás, o que é o gêmeo, senão sua pr’pria imagem no espelho.
Entre suas colegas, a sua única amiga é Lilly (Mila Kunis), mas ao mesmo tempo sua maior concorrente, além de se manifestar como uma mulher muito femme fatale. Através de Lilly, Nina tem acesso ao seu eu erótico. Porém, ela alucina e vê Lilly se misturando com sua mãe e ela própria vai se transformando em um cisne (a pele começa a ter penas). Juntamente com Lilly e Beth (a principal bailarina antes de Nina) Nina vive um romance com Thomas, o coreógrafo.
Nina não consegue sair de sua característica narcísica e de apreciação da criação perfeita de sua mãe, nem com este romance, que poderia te-la salvo da loucura. Ela delira unindo a mãe, Beth e Lilly em uma só pessoa persecutória, e fica preocupada e perseguida, ao invés de se entregar ao homem que a possui.
Por toda sua imaturidade, Nina não consegue retirar de dentro de sua personalidade a sua mãe. Não consegue fazer a morte simbólica para que seu desejo brote. Assim, não atinge a independência, tornando-se prisioneira do desejo materno, uma situação altamente angustiante e enlouquecedora. E, para dar fim a esta prisão, a esta mãe que castra, persegue e controla, ela não consegue fazer simbolicamente. Portanto, ela o faz concretamente e na pessoa que permitiu instalar o desejo da mãe, que é ela mesma. Por fim, Nina mata a mãe em si mesma, na perfeição absoluta da loucura. Sem tempo, sem espaço, sem distinção de corpos.
Anulando o sujeito, não há mais forma da mãe realizar o seu desejo, pois, Nina morreu e com ela a grande projeção, assim, não há sujeito para refazer o projeto de vida.
Nina foi uma existência raptada ou apenas o espelho de sua mãe e, por fim, morta em si mesma.
Temos que tomar muito cuidado com as nossas projeções para que não aniquilemos o outro, para que nosso desejo triunfe. Pois, desta forma, faremos dois sujeitos vítimas de nosso fracasso.

Não sei se todos entederão, mas, eu adorei esta reflexão e agradeço a Patrícia Porchat que contribuiu com o texto que eu li e usei o pensamento e muitas destas palavras.

Abraços,

Humberto (Gordo_Oasis)

Voltando a escrever

Estava com saudades de todos. Sei que fiquei afastado, enclausurado, silenciado e todos os ados que a gente permita que tomem conta da gente. Mas, então, nada melhor do que voltar a escrever para evoluir com as palavras que suportam nosso ser.
Eu li um texto da Martha Medeiros que transcrevo abaixo. Além disto, sabemos que não podemos nos deixar “soterrar”, então o único caminho é viver e sonhar.

“Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere…

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais… os médicos deveriam proibir – como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!”

Diante disto… desejo a todos que voltem a sonhar, mesmo quando parece impossível, ou mesmo quando eles sejam realmente impossíveis. O movimento nos traz vida. Para encerrar um vídeo que me trouxe muitas reflexões. Fiquem com Deus…

Abraços,

Humberto (Gordo_Oasis)

Uma nova leitura sobre os caminhos.


Pessoal,

O blog está com mais de 1 ano, então eu estava lendo alguns artigos e resolvi publicar este novamente, de tanto que ele marca meu pensamento. Leiam, assim como eu e aproveitem:

Estava refletindo sobre a caminhada nesta vida e, parei a me indagar: Aonde queremos chegar? Lembrei então de uma fala de Antonio Machado – “Caminhante, não há caminho – o caminho faz-se ao caminhar”. Muitas vezes valorizamos demasiadamente o fim e esquecemos de enxergar a beleza do caminho. Queremos saber se passaremos no vestibular, se conseguiremos emprego, comprar casa, carro, se vamos ser aprovados no concurso, sempre de olhos em um futuro que nunca chega. Quando entramos nesta roda da vida, percebemos que a vida escorre entre nossos dedos. Qual a proporcionalidade das conquistas, da vitórias, derrotas, ou fim de algo que almejamos, frente ao caminhar, preparar, estudar, viver até chegar. Deixamos o mais importante por fagulhas de tempo, que vivemos como um extâse passageiro. É preciso viver o presente com mais intensidade, sem se deixar que os olhos no futuro furtem nossa capacidade de aproveitar cada momento. Carpe Diem!

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Lembro-me que, quando pequeno, eu viajava com meu pai eu não me preocupava em chegar, pois, o caminho era muito mais belo do que os hotéis que eu ficava. Como eram bonitas as chapadas do Mato Grosso do Sul, a terra vermelha do Goiás, ainda lembro quando paramos em uma fazenda no interior da Bahia e eu comi caju “panhado” no pé. Neste mesmo dia eu mordi a castanha, achando que nascia pronta, queimei a língua com um líquido, que me avisaram depois que era usado pelos índios para fazer tatuagem, pois, tamanha era a queimadura que causava. Naquele tempo eu sabia aproveitar todos os presentes (pensem em tempo e presente de presentear). Eu valorizava meu tempo e o que eu vivenciava era muito vivo e alegre. Como os olhos de criança fazem o mundo colorido, os gostos mais gostosos e a vida mais divertida.

Cada caminho, cada cheiro, cada sensação. Com o passar do tempo, me ensinaram a valorizar alguns marcos: Formatura, aprovações, vitórias, conquistas e outros minúsculos intervalos de tempos que consideramos fim de alguma etapa. Desde então esqueci como era aproveitar a vida, como era andar devagar pelas ruas das cidades; sair de casa quando está chovendo; andar sem destino, aliás, sem saber para aonde ir (muito sábio Willian Shakespear quando fala “se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve”) e todo caminho era cheio de descobertas de emoções. (Eu me lembro a primeira vez que fui ao centro da cidade caminhando sozinho, foi tão marcante que ficou na minha memória. Ainda vive na minha mente a chegada na praça Tubal Vilela e o gosto do pastel quentinho da “Pastelaria Paulistana”). Tudo isto faz parte de um passado, um museu em meu cérebro. Figurinhas colecionadas de minha história. Desde então “apagaram tudo, pintaram tudo de cinza”…

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E hoje? Não caminho mais, nem para fazer exercício, como o médico manda. Sou fissurado em vitórias, em dia de salário, em conquistas. Eu vejo que o mundo está cada vez mais assim. Aonde vamos chegar? Não sei… Sei que eu quero voltar a caminhar… sem rumo, sem lenço e sem documento. Quero sentir o cheiro, o gosto, o toque da brisa da manhã. Então, venha comigo, vamos fingir (nem que por um minuto) que não disputamos mais… nosso carro não precisa ser o melhor, nossa casa tem apenas a função de nos abrigar e acolher, então, podemos jogar conversa fora, rir de nós mesmos, brincar como crianças. Não faço apologia a um mundo sem ambição, apenas gostaria de mostrar que estamos entrando em uma armadilha. Vamos eleger algumas prioridades: Momentos felizes. Você ainda se lembra do que te faz feliz verdadeiramente? Não vai me dizer que é uma noite de bebedeira, porque é mentira, isto te faz eufórico. Lembre-se: Nada é irreversível. Então vamos lá: Lembre das pessoas que mais fazem você rir. Da sensação causada em um parque de diversões que você gostava muito. Da primeira vez que você bebeu água salgada. Vamos lá se esforce. Lembre-se dos melhores beijos e abraços. Da sensação de estar apaixonado. Por fim deixe esta emoção correr em sua veia e verás que é somente assim que pode afirmar que está vivo.
Pense bem, mais importante do que a chegada é o caminhar. Eu desejo a você um caminho cheio de paisagens e a coragem para apreciá-las.
Por fim, se a vida ficou cinza, nunca é tarde demais para recomeçar.
Fique com Deus.

Abraços

Humberto (Gordo_Oasis)

Somos quem podemos ser

Engraçado, eu sempre gostei de uma música do Engenheiros do Havaí que fala: Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter… Somos frutos de nossos sonhos e do que podemos ter. O difícil é acertar a dose. Muitas vezes somos pegos no mundo dos sonhos, acreditando sermos quem não somos. O momento é muito delicioso, ludibria, alucina, embriaga… mas, no final, pode ser muito ruim. A distância entre o que sonhamos ser, que fantasiamos ser e o que somos pode ser muito dolorosa. Em contrapartida o homem sem sonhos não evolui, não cresce e não realiza. Tenho um amigo que fala que a diferença entre um remédio e um tóxico está na dose e na forma de usar. Portanto, é muito bom para a nossa sanidade mental, encontrarmos um caminho para os nossos sonhos com o melhor que existe dentro de nós.
E o ajuste entre a noção do eu e o aparente ser é muito dolorosa e algumas vezes psicanalizada. Então as máscaras caem e somos pegos nus diante do espelho refletindo uma imagem real, as vezes dolorida que provoca uma ferida no narciso. Muitas vezes nos sentimos como um amendoim que sai da casca bonita, vistosa.
E assim, para que possamos nos conhecermos e sermos felizes, precisamos entender os nossos desejos, sonhos e, principalmente a nossa estrutura egóica.
Eu sempre fui adepto do sonho, de fantasiar, uma vida de Dom Quixote, de Dom Juan… mas, quando acordamos do devaneio, é muito ruim entender que os monstros eram moinhos, que eu permiti a loucura se tornar mais real que eu mesmo. Então, quem sabe o caminho é sonhar bem acordado, caminhando com nossos passos, enxergando com nossos olhos. Dando colorido real para as coisas, mantendo os olhos bem abertos. Assim, podemos contruir uma realidade sonhada, mas, bem real. Eu descobri que não tenho respostas para as coisas, porém, as dúvidas me ajudam a ter motivos e a continuar vivendo e evoluindo. Queria muito poder colocar a minha mão em um pote mágico e descobrir o futuro, resolver minhas dúvidas, entretango, acredito piamente que neste dia a vida deixaria de ter sentido.
Fica ai a letra da música e a reflexão.

Somos quem podemos ser.

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração…
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez…
Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…
Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum…
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez…
Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…
Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem…
Somos quem podemos ser…
Sonhos que podemos ter…